sábado, 30 de janeiro de 2016

Rosinha de Sol

A Rosinha-de-Sol (Aptenia cordifolia) é uma planta que encontrei por um acaso. Passava diante de uma escola e vi uma trepadeira diferente próximo ao portão. Parei, olhei mais de perto e adorei a florzinha que vi. Colhi dois galhinhos e enfiei na terra assim que cheguei em casa, sem esperanças de que vingariam. Hoje, mais de 3 anos depois, tenho uma floreira pendurada na varanda totalmente coberta pela plantinha que se espalhou, e cheia de lindas flores rosas.

Além do nome Rosinha de Sol ela pode ser chamada de Aptênia ou Maringá. Em espanhol é chamada de Rocío, Escarcha e Aptenia, e em inglês de Sunrose. O nome científico Aptenia vem do grego apten que significa sem asas. Cordifolia vem do latim cordis e folius, que significa coração e folhagem, devido a suas folhas em forma de coração. É nativa do sul do continente africano, de zonas litorêneas.
Tem ciclo de vida perene, é uma planta suculenta, rasteira que pode chegar a 15 cm de altura e mais de 2m de diâmetro ao todo. Um mesmo ramo pode chegar a 60 cm de comprimento. As folhas podem atingir 3 cm de comprimento e as flores até 2 cm de diâmetro.

As folhas são ovais, lembrando a forma de um coração. A coloração varia conforme a época do ano, passando de um verde intenso brilhante até um verde claro e menos brilhante. Há uma variedade que tem folhas com bordas brancas. As flores são brancas, amarelas, rosas ou vermelhas. Tem pétalas muito finas e numerosas.

Seu crescimento é horizontal, formando um tapete perene. Pode ser cultivada com outras suculentas ou cactos, mas como é rasteira e espalha-se muito, não deve ser cultivada com outras plantas de porte reduzido. É excelente para formar um tapete ao redor de árvores como palmeiras ou de copa pouco densa que permita que a planta receba muito sol. Pode ser utilizada como forração, em canteiros ou maciços, bordaduras e vasos, principalmente suspensos. Em vasos suspensos fica pendente dando um belo efeito. Também fica muito bem em jardins de pedras e conforme se expande fecha bem o solo, impedindo o crescimento de ervas daninhas.
Na ponta de cada ramo forma-se uma espécie de dupla de chifres da mesma cor das folhas. Do meio destas duas antenas, ou chifres, abre-se um espaço, pelo qual sai a flor. Conforme o dia termina e a flor fecha-se, voltam em parte a abrigar-se neste espaço entre os dois chifres. As flores só abrem durante o dia e podem durar vários dias. Assim que o sol começa a sair de seu alcance começam a fechar-se. A floração dura toda a Primavera e Verão, podendo aparecer algumas poucas ainda no Outono e Inverno, dependendo da incidência de sol. A polinização é feita por abelhas e besouros.

O fruto forma-se entre as duas antenas ou chifres das quais saiu a flor, sendo muito pequeno. Este fruto é dividido em 4 gomos, que quando maduro e as sementes estão prontas seca.
Tolera temperaturas extremas, mas abaixo dos -5ºC a planta pode morrer se não for devidamente protegida. Como o próprio nome já diz, gosta de muito sol, mas pode ser cultivada à meia sombra também. Dá-se bem em qualquer tipo de solo. Como toda planta suculenta tem reservas próprias de água, mas precisa de uma rega regular para que mantenha-se com uma bela tonalidade verde nas folhas e com muitas flores, principalmente quando o tempo está quente e seco. Se a terra está sempre úmida não ficam com um verde tão intenso, ganhando uma tonalidade mais clara. Nunca pode ser encharcada durante a rega.

No inverno, principalmente em climas mais frios, fica muito feia, com muitos ramos secos e caem grande número de folhas. Convém, então, podá-la para que quando chegue a Primavera tenha um melhor crescimento e dê mais flores. Esta experiência foi pessoal. No primeiro ano não podei a minha Rosinha-de-Sol, no ano seguinte teve um crescimento modesto e deu muitas flores. Já no outro ano, como ficou muito feia no Inverno, podei os ramos mais longos, deixando-a com metade de seu comprimento. O crescimento na Primavera seguinte foi incrível, cobrindo completamente o vaso e expandindo-se para além dele, além de ter dado mais flores ainda.
A melhor época para a reprodução é em princípios da Primavera, mas se for cultivada em local de clima quente, qualquer época do ano pode ser feita sua reprodução. A multiplicação pode ser feita por estaquia, por sementes, divisão de ramas e mergulhia.

Ao preparar um vaso para recebê-las, convém misturar duas partes de areia, uma de composto orgânico e uma de terra comum. Coloque pequenas mudas feitas de pedacinhos dos ramos (estaquias) com pelo menos 4 folhinhas, em um espaçamento que deve ter 15 cm entre mudinhas. Mas dependendo das condições onde será cultivada este espaçamento pode ser ampliado, pois na Primavera cresce vigorosamente. Durante os primeiros dias após o plantio deve-se regar frequentemente, mantendo a terra úmida, até que a planta enraize. Não é difícil perceber quando a planta já se adaptou ao novo vaso. Nos primeiros dias após o plantio, as folhas ficam murchas, caso o raminho utilizado tenha alguma flor ela abrirá e fechará normalmente. Já as folhas só ganham melhor aspecto, voltando a ser grossinhas, quando a planta já se enraizou. Assim que isto acontecer, as regas podem ser mais espaçadas.

É uma planta invasora sendo que, se abandonada, pode continuar seu crescimento invadindo a flora nativa local. É comestível com sabor próximo ao espinafre.

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